Marketing Médico

Oftalmologistas em BH no Google Maps: avaliações e contato em 2026

Uma análise de 96 registros de oftalmologia encontrados no Google Maps em Belo Horizonte revela forte concentração de avaliações e diferenças relevantes de presença digital.

Por Anibal Lamego

09/10/2026

Oftalmologista examinando paciente enquanto um smartphone exibe resultados de busca por oftalmologistas no Google Maps em Belo Horizonte.

Quando um paciente pesquisa por um oftalmologista no Google, encontra profissionais e instituições com níveis muito diferentes de presença digital.

Alguns perfis acumulam centenas ou milhares de avaliações. Outros aparecem com poucas avaliações ou nenhuma. Também há diferenças na disponibilidade de telefone, botão de Website e opção de agendamento exibidos diretamente nos resultados.

Para entender melhor esse cenário, analisamos uma coleta realizada em 9 de outubro de 2026 no Google Maps para o termo “oftalmologista”, com o mapa centralizado em Belo Horizonte.

Depois de excluir anúncios patrocinados, repetições exatas e registros que não puderam ser confirmados como relacionados à oftalmologia humana, a base final ficou com 96 registros de perfis.

O resultado mais marcante aparece logo no contraste entre dois números:

os cinco registros com maior volume concentram 54,6% de todas as avaliações da amostra, enquanto 46,9% dos registros têm no máximo 20 avaliações.

Essa diferença ajuda a entender por que olhar apenas para a nota média ou para alguns perfis muito conhecidos pode produzir uma visão distorcida da presença local.

O que os 96 registros revelam em 2026

Os 96 registros analisados somam 13.275 avaliações.

A média é de 138,28 avaliações por registro, mas esse número é fortemente influenciado pelos perfis de maior volume. A mediana, que divide a amostra ao meio, é de apenas 22,5 avaliações.

Isso significa que metade dos registros possui 22 avaliações ou menos, enquanto alguns poucos perfis acumulam centenas ou milhares.

Dos 96 registros:

  • 88 apresentavam pelo menos uma avaliação e uma nota;
  • 8 apresentavam zero avaliações;
  • a nota média entre os 88 avaliados foi de 4,71 de 5;
  • 47 dos 88 registros avaliados apresentavam nota 5,0.

A diferença entre média e mediana de avaliações é particularmente importante. Uma média de 138 poderia sugerir uma base amplamente consolidada, mas a mediana de 22,5 mostra um cenário muito mais heterogêneo.

Quase metade dos registros tem até 20 avaliações

A distribuição por volume ajuda a enxergar essa diferença.

Faixa de avaliaçõesRegistrosParticipação
0 avaliações88,3%
1 a 203738,5%
21 a 1002930,2%
Mais de 1002222,9%

Somando os registros sem avaliações aos que possuem até 20, chegamos a 45 dos 96 registros, ou 46,9% da amostra.

Não significa que esses profissionais tenham menor qualidade clínica ou que estejam necessariamente mal posicionados no Google. A pesquisa não mediu posição orgânica individual, quantidade de pacientes, faturamento ou desempenho comercial.

Ela mostra apenas que existe uma diferença expressiva no volume público de avaliações associado aos perfis encontrados.

Distribuição de 96 registros de oftalmologia em Belo Horizonte por volume de avaliações no Google Maps em outubro de 2026.

Distribuição de 96 registros de oftalmologia em Belo Horizonte por volume de avaliações no Google Maps em outubro de 2026.

Poucos perfis concentram grande parte das avaliações

A concentração fica ainda mais evidente quando analisamos os maiores volumes.

Os cinco registros mais avaliados da amostra acumulam 7.254 das 13.275 avaliações, ou 54,6% do total.

Os cinco maiores volumes encontrados foram:

PerfilAvaliações
IMOL2.145
NEO1.757
Núcleo de Oftalmologia Especializada1.276
CDA1.098
Clínica Santti de Oftalmologia Doutor dos Olhos978

Os outros 91 registros somados possuem 6.021 avaliações, correspondentes a 45,4% do total.

A concentração continua quando ampliamos o corte:

  • os 3 maiores concentram 39,0%;
  • os 5 maiores, 54,6%;
  • os 10 maiores, 69,9%;
  • os 12 maiores, 75,2%;
  • os 20 maiores, 87,9%.

Esses números não representam participação de mercado, número de pacientes ou qualidade dos serviços. Eles mostram somente como as avaliações públicas da amostra estão distribuídas.

Concentração das avaliações no Google Maps entre registros de oftalmologia em Belo Horizonte, com cinco perfis reunindo 54,6% das avaliações da amostra.

Para aprofundar a análise, classificamos provisoriamente os registros pela forma como o nome e a categoria eram apresentados no resultado coletado.

Essa classificação é apenas editorial. Ela não confirma estrutura societária, número de médicos ou funcionamento real do estabelecimento.

Foram classificados como apresentação individual os registros centrados no nome de um profissional. Nomes de clínica, instituto, núcleo, hospital, marca ou consultório apresentado com dois médicos foram agrupados como apresentação institucional.

A distribuição ficou assim:

ApresentaçãoRegistrosAvaliaçõesMédiaMediana
Individual713.05643,0414
Institucional2410.197424,88192,5
Misto/indeterminado122——

Embora os registros classificados como institucionais representem apenas 25% da base, eles concentram 76,8% das avaliações.

A diferença também aparece na mediana: 14 avaliações entre os registros de apresentação individual e 192,5 entre os institucionais.

Esse contraste não significa que clínicas sejam favorecidas pelo Google simplesmente por serem clínicas. Instituições podem reunir diferentes profissionais, unidades, marcas já conhecidas ou históricos de atendimento mais longos — fatores que esta coleta não permite separar.

O dado útil é outro: o tipo de perfil encontrado influencia fortemente a distribuição observada, e profissionais individuais não devem usar grandes instituições como única referência para comparar sua presença digital.

Comparação da mediana de avaliações entre registros de apresentação individual e institucional de oftalmologia encontrados no Google Maps em Belo Horizonte.

Notas altas são muito comuns na amostra

Entre os 88 registros com avaliações, a nota média foi de 4,71 de 5.

A distribuição foi:

NotaRegistros
Abaixo de 4,05
4,0 a 4,49
4,5 a 4,927
5,047

Mais da metade dos registros avaliados — 53,4% — aparecia com nota máxima de 5,0.

Isso cria um contexto importante para médicos e gestores: quando notas elevadas são frequentes, a nota isoladamente pode diferenciar menos do que parece.

Volume de avaliações, conteúdo das avaliações, informações do perfil, localização e outros sinais podem participar da forma como o paciente interpreta as alternativas disponíveis.

Também é importante separar percepção do paciente de classificação no Google Maps.

O próprio Google informa que os resultados locais são determinados principalmente por relevância, distância e destaque/popularidade. Avaliações participam do fator de destaque, mas não existe um número de avaliações que garanta determinada posição, e a distância da pessoa que realiza a busca continua sendo um dos componentes do resultado. Google Ajuda

Por isso, esta pesquisa não deve ser utilizada como uma tabela de “quantas avaliações são necessárias para ficar no primeiro lugar”.

Website, telefone e agendamento aparecem de forma desigual

Além das avaliações, analisamos quais recursos de contato estavam visíveis nos cartões coletados.

Recurso exibidoRegistrosParticipação
Botão Website8083,3%
Telefone7982,3%
Agendamento on-line1515,6%

Em 16 registros, o botão Website não apareceu na coleta. Em 17, o telefone não estava exibido. Em 81, não havia opção de agendamento on-line visível.

Esses números precisam ser interpretados com cuidado.

A planilha registra apenas se determinado elemento apareceu no cartão coletado. Ela não permite afirmar que o profissional não possua site, telefone ou sistema de agendamento no perfil completo.

Também não foram armazenados os destinos dos links. Portanto, não é possível separar quantos botões Website apontavam para site próprio, Doctoralia, redes sociais ou outras plataformas.

Mesmo com essa limitação, o dado mostra que telefone e acesso a algum endereço web aparecem para a maioria dos registros, enquanto o agendamento direto é muito menos comum na amostra.

Para quem gerencia um consultório, a pergunta relevante não é simplesmente “meu concorrente tem botão de agendamento?”, mas se o paciente consegue encontrar um próximo passo claro depois que encontra o perfil.

As avaliações também estão concentradas em alguns endereços

A coleta permite identificar menções recorrentes a determinadas vias, mas não autoriza transformar esses dados em participação por bairro ou distribuição geográfica da oftalmologia em Belo Horizonte.

As menções mais frequentes foram:

Via mencionadaRegistrosParticipação da base
Av. do Contorno1717,7%
R. Marechal Hermes66,3%
Av. Afonso Pena66,3%
R. Gonçalves Dias55,2%
R. Rio Grande do Norte55,2%
Av. dos Aimorés44,2%

Um endereço chama atenção: Av. do Contorno, 4747, presente em 10 registros.

Já R. Marechal Hermes, 300 apareceu em seis registros.

Essas ocorrências podem refletir edifícios médicos ou endereços com vários profissionais, mas isso não foi validado nesta pesquisa.

As porcentagens também não devem ser somadas como se fossem categorias exclusivas. Um endereço pode mencionar mais de uma via, como ocorre em um dos registros localizado em uma esquina.

Portanto, esse levantamento descreve o que apareceu na amostra, não a distribuição territorial completa dos oftalmologistas de Belo Horizonte.

O que mudou em relação à análise de 2025?

Em 2025, já havíamos observado um cenário de elevada assimetria entre perfis de oftalmologia encontrados no Google Maps, com algumas instituições apresentando volumes muito superiores de avaliações.

Mas não existe uma base histórica equivalente e auditável que permita comparar diretamente os resultados de 2025 e 2026.

O conteúdo anterior mencionava mais de 90 consultórios e destacava os 30 mais avaliados, porém não preservou uma base comparável com os mesmos critérios de coleta, exclusão, deduplicação e classificação empregados agora.

Por isso, não seria metodologicamente correto afirmar que:

  • o número de perfis aumentou ou diminuiu;
  • a média de avaliações cresceu determinado percentual;
  • clínicas ganharam ou perderam participação;
  • determinado profissional avançou ou caiu;
  • houve evolução de mercado entre os dois períodos.

A leitura histórica que podemos fazer é mais simples: a concentração em instituições com grande volume de avaliações já era visível em 2025 e continua sendo uma característica relevante na fotografia coletada em 2026.

A diferença é que a nova base permite quantificar essa concentração de maneira mais consistente.

O que essa pesquisa significa para um oftalmologista?

O levantamento não fornece uma fórmula para aparecer primeiro no Google Maps.

Ele também não permite concluir que o profissional com mais avaliações receberá mais pacientes.

O que os dados mostram é que médicos disputam atenção em um ambiente no qual o paciente encontra perfis com níveis muito diferentes de reputação pública e facilidade de contato.

Para um oftalmologista ou gestor de clínica, alguns pontos merecem atenção.

Compare seu perfil com referências adequadas

Um médico com consultório individual provavelmente não deve usar uma instituição com vários profissionais e milhares de avaliações como único benchmark.

A própria pesquisa mostra que os registros de apresentação institucional possuem distribuição de avaliações muito diferente dos registros centrados no nome de um profissional.

A comparação precisa considerar o tipo de operação.

Não trate a nota 5,0 como único objetivo

Quase metade de toda a base aparece com nota máxima.

Portanto, obter 5,0 não significa automaticamente criar uma vantagem clara sobre todos os demais perfis.

O paciente também pode observar quantidade e conteúdo das avaliações, localização, informações disponibilizadas, site e facilidade para entrar em contato.

Garanta que o próximo passo esteja claro

Telefone e botão Website aparecem na maioria dos registros, enquanto o agendamento on-line é bem menos frequente.

Isso não significa que todo consultório precise adotar agendamento direto no Google. Significa que vale revisar a experiência completa:

o paciente encontrou o perfil → entendeu quem atende → encontrou informações suficientes → conseguiu entrar em contato?

Uma falha nesse percurso pode reduzir o valor da visibilidade conquistada.

Avaliações fazem parte da presença local, mas não trabalham sozinhas

O Google informa oficialmente que relevância, distância e destaque/popularidade participam da classificação local. Informações completas, avaliações e outros sinais ajudam o mecanismo a compreender e apresentar uma empresa, mas não existe uma ação isolada capaz de garantir determinada posição. Google Ajuda

Isso reforça uma ideia que aparece também em nossas análises de outras especialidades: presença local deve ser tratada como sistema, e não como uma corrida por uma única métrica.

Como a pesquisa foi realizada

A coleta foi realizada em 9 de outubro de 2026, por meio de uma pesquisa no Google Maps pelo termo “oftalmologista”.

O mapa estava centralizado nas coordenadas -19.9530358, -43.9523186, com zoom 15. A lista de resultados foi carregada até o final disponibilizado pela interface durante a coleta.

A planilha original continha 124 ocorrências.

Antes da análise foram excluídas:

  • 4 ocorrências patrocinadas;
  • 8 repetições não patrocinadas com mesmo nome e endereço;
  • 10 registros fora da oftalmologia humana;
  • 6 registros cuja especialidade não pôde ser confirmada.

A base analítica final ficou com 96 registros de perfis após exclusão de repetições exatas.

Essa formulação é importante porque a coleta não armazenou Place ID, CID, URL individual do perfil ou outro identificador persistente do Google Maps.

A deduplicação, portanto, foi feita por nome + endereço.

Perfis com nomes semelhantes em endereços diferentes permaneceram separados. Variantes de um mesmo nome também permaneceram quando não havia identificador suficiente para comprovar que se tratava do mesmo perfil.

Consequentemente, os 96 registros não devem ser interpretados como 96 médicos únicos, nem como 96 estabelecimentos físicos únicos.

Um registro da base também não possuía endereço visível.

Além disso, o município de cada endereço não foi validado individualmente. A pesquisa representa uma amostra obtida a partir da busca realizada naquele local, naquele momento e naquele contexto de navegação, não um censo de todos os oftalmologistas de Belo Horizonte.

Os resultados do Google Maps também são dinâmicos e podem variar conforme localização, data, dispositivo, personalização e outros fatores.

A pesquisa não mediu:

  • impressões dos perfis;
  • posição orgânica individual;
  • cliques;
  • acessos a sites;
  • chamadas;
  • agendamentos;
  • pacientes atendidos;
  • faturamento;
  • fotos publicadas;
  • respostas a avaliações;
  • completude dos perfis;
  • antiguidade;
  • desempenho do site;
  • conversões.

Portanto, nenhuma dessas variáveis deve ser inferida a partir dos números apresentados.

O Google Maps é apenas uma parte da jornada do paciente

A pesquisa mostra um mercado visualmente competitivo, mas não mostra o que acontece depois que o paciente encontra cada perfil.

Um médico pode aparecer no Maps, ser pesquisado pelo nome, ter seu site visitado, receber uma mensagem no WhatsApp e ainda perder a oportunidade durante o atendimento.

Da mesma forma, uma presença com menos avaliações pode funcionar comercialmente quando atende uma demanda específica, possui posicionamento claro e oferece uma boa experiência entre pesquisa e agendamento.

Por isso, a pergunta mais útil não é apenas:

“Quantas avaliações preciso ter?”

A pergunta é:

“Quando um paciente procura minha especialidade, o que ele encontra — e quão fácil é avançar dessa descoberta até o contato?”

Responder a isso exige olhar Google Maps, site, reputação, demanda, canais de aquisição e processo de conversão como partes da mesma jornada.

Quer entender como seu consultório aparece nessa jornada?

Se você é oftalmologista ou gestor de uma clínica e quer avaliar sua presença no Google, não faz sentido começar apenas comparando número de avaliações.

O Diagnóstico de Marketing Médico da JR Lamego analisa demanda, presença digital, canais de aquisição, jornada de conversão e contexto do consultório para identificar quais pontos merecem prioridade antes de ampliar investimentos.

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