Marketing Médico

Ortopedistas em BH no Google Maps: avaliações e presença digital em 2026

Uma análise de 95 registros relacionados à ortopedia encontrados no Google Maps em Belo Horizonte mostra fortes diferenças em avaliações, presença digital e facilidade de contato.

Por Anibal Lamego

13/10/2026

Ortopedista em consultório explicando uma radiografia do joelho a uma paciente durante atendimento médico.

Quando um paciente procura um ortopedista em Belo Horizonte, o Google Maps pode ser um dos primeiros pontos de contato com médicos, clínicas e institutos da especialidade. Antes mesmo de acessar um site, é possível comparar avaliações, localização, telefone e outras informações apresentadas nos perfis.

Em outubro de 2026, analisamos os resultados apresentados pelo Google Maps para a busca “ortopedista”, com referência geográfica em Belo Horizonte. Depois da limpeza da coleta, chegamos a 95 registros relacionados à ortopedia humana.

O objetivo não é criar um ranking dos melhores ortopedistas da cidade. A pesquisa procura entender como esses registros se apresentam no ambiente de busca local e quais diferenças aparecem em avaliações, reputação digital e facilidade para o paciente avançar até um contato.

Esse tipo de análise faz parte de uma visão mais ampla de marketing médico, na qual presença no Google, site, reputação, conteúdo, mídia e conversão precisam ser observados de forma integrada.

O que os 95 registros mostram em 2026

Os 95 registros analisados acumulavam 8.146 avaliações no momento da coleta.

A média era de aproximadamente 85,7 avaliações por registro, enquanto a mediana era de apenas 9 avaliações. Essa diferença mostra que alguns registros com volumes muito altos elevam bastante a média, enquanto grande parte da amostra possui números consideravelmente menores.

Dos 95 registros, 82 possuíam pelo menos uma avaliação e 13 não apresentavam nenhuma. Entre os registros avaliados, a nota média era de aproximadamente 4,76 de 5, e 52 apresentavam nota máxima de 5,0.

A mediana é especialmente útil nessa análise porque representa melhor o centro da distribuição. Um valor médio de 85,7 poderia sugerir que volumes elevados de avaliações são comuns, mas a distribuição mostra uma realidade bastante mais desigual.

61,1% dos registros têm no máximo 20 avaliações

A concentração de registros nas faixas inferiores fica evidente quando dividimos a amostra por volume de avaliações.

Volume de avaliaçõesRegistrosParticipação
Nenhuma avaliação1313,7%
1 a 204547,4%
21 a 1001717,9%
Mais de 1002021,1%

Somando os 13 registros sem avaliações aos 45 que possuem entre 1 e 20, chegamos a 58 dos 95 registros, ou 61,1% da amostra.

Isso significa que, apesar da existência de clínicas e médicos com centenas ou até mais de mil avaliações, a maior parte dos resultados encontrados possui um volume público relativamente pequeno.

Distribuição de 95 registros de ortopedia em Belo Horizonte por volume de avaliações no Google Maps, com destaque para os 61,1% que possuem até 20 avaliações.

A quantidade de avaliações, isoladamente, não informa quantos pacientes um médico atende nem permite avaliar sua qualidade clínica. O dado mostra apenas como a reputação pública está distribuída entre os resultados observados naquela busca.

Para aprofundar esse tema, veja também nosso conteúdo sobre avaliações no Google para médicos.

Cinco registros concentram 51,4% das avaliações

A assimetria se torna ainda mais clara quando observamos os registros com maior volume de avaliações.

RegistroAvaliações
IOT BH Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Belo Horizonte1.480
Ortolife1.180
NOT Ortopedia e Traumatologia643
Dr. Eduardo Louzada da Costa443
Dr. Thalles Leandro Abreu Machado442

Esses cinco registros acumulavam 4.188 avaliações, equivalentes a 51,4% de todas as 8.146 avaliações da amostra.

Concentração das avaliações de 95 registros de ortopedia em Belo Horizonte no Google Maps, com os cinco maiores reunindo 51,4% das 8.146 avaliações da amostra.

O maior registro sozinho representava 18,2% das avaliações. Os três maiores concentravam 40,5%, os dez maiores 67,8% e os vinte maiores 85,7%.

Em outras palavras, 20 dos 95 registros concentravam mais de quatro quintos de todas as avaliações encontradas.

Essa concentração não permite concluir que esses médicos ou instituições tenham maior número de pacientes, melhor atendimento ou maior participação no mercado. Também não significa que o volume de avaliações determine sozinho a posição de um perfil no Google Maps.

Nota 5,0 é comum entre os registros avaliados

Entre os 82 registros que apresentavam alguma avaliação, a distribuição das notas foi a seguinte:

NotaRegistrosParticipação entre os avaliados
Abaixo de 4,078,5%
4,0 a 4,467,3%
4,5 a 4,91720,7%
5,05263,4%

Portanto, quase dois terços dos registros avaliados apresentavam nota 5,0.

Esse resultado mostra por que olhar apenas para a nota pode fornecer uma leitura incompleta. Um perfil com nota máxima e duas avaliações está em uma situação muito diferente de outro com nota semelhante e centenas de avaliações.

O próprio Google informa em sua documentação sobre classificação nos resultados locais que os resultados se baseiam principalmente em relevância, distância e popularidade ou destaque. Avaliações fazem parte desse contexto, mas não existe um número específico de avaliações que garanta determinada posição no Google Maps.

Website aparece em 89,5% dos registros

Além das avaliações, observamos quais caminhos de contato estavam diretamente disponíveis na listagem.

Dos 95 registros analisados, 85 exibiam o botão Website, equivalentes a 89,5% da amostra. Telefone foi identificado em 77 registros, ou 81,1%, enquanto o recurso específico de agendamento on-line apareceu em 11, ou 11,6%.

Infográfico com dados de 95 registros de ortopedia em Belo Horizonte no Google Maps, mostrando presença de Website em 89,5%, telefone em 81,1% e agendamento on-line em 11,6% da amostra.

A coleta permite confirmar que o botão Website estava disponível, mas o texto copiado do Google Maps não preservou os destinos desses links. Por isso, esta pesquisa não diferencia quantos registros direcionavam para domínio próprio, Doctoralia, redes sociais ou outras plataformas.

Também não é possível avaliar, a partir desse dado, a qualidade ou capacidade de conversão das páginas acessadas.

Ainda assim, a presença de um Website oferece ao paciente um caminho adicional depois que ele encontra o médico no Google. Para quem pretende construir uma presença digital controlada no longo prazo, vale entender também por que um site próprio para médicos cumpre uma função diferente das plataformas de terceiros.

Agendamento on-line aparece em apenas 11,6% da amostra

Enquanto Website e telefone estavam presentes em grande parte dos registros, o botão específico de Agendar on-line apareceu em apenas 11 dos 95 resultados analisados.

Esse número não significa que os demais profissionais não permitam agendamento pela internet. O contato pode acontecer pelo próprio site, WhatsApp, telefone, plataforma externa ou por outros caminhos que não aparecem com o rótulo “Agendar on-line” na listagem.

A conclusão possível é mais restrita: no momento da coleta, pouco mais de um em cada dez registros apresentava explicitamente esse recurso dentro do Google Maps.

Essa diferença reforça a importância de observar a jornada inteira do paciente. Ser encontrado é apenas uma etapa; o usuário ainda precisa entender a oferta, validar sua decisão e encontrar um caminho simples para entrar em contato.

Alguns endereços aparecem repetidamente na amostra

A distribuição geográfica dos registros também mostra concentração em alguns eixos médicos de Belo Horizonte.

A Avenida do Contorno apareceu em 13 registros, enquanto a Avenida Raja Gabáglia e a Rua da Bahia apareceram em oito registros cada. A Rua São Paulo apareceu em seis, a Rua Gonçalves Dias em cinco e a Rua Cláudio Manoel em quatro.

Esses números descrevem apenas os endereços presentes nesta amostra. Não representam a distribuição de todos os ortopedistas da cidade e não permitem concluir que estar em uma determinada avenida aumenta automaticamente a visibilidade.

A localização, porém, precisa ser considerada ao interpretar qualquer pesquisa desse tipo. O Google informa que a distância entre o usuário e o estabelecimento é um dos componentes dos resultados locais, ao lado da relevância e do destaque.

Por isso, outra pessoa pesquisando “ortopedista” a partir de outro ponto de Belo Horizonte pode receber uma lista diferente.

O que mudou em relação à análise realizada em 2025

Em 2025, uma análise anterior publicada pela JR Lamego trabalhou com 62 perfis de ortopedia e utilizou categorias editoriais como alta, média, baixa ou ausência de visibilidade.

Na atualização de 2026, adotamos uma abordagem diferente. Em vez de transformar avaliações e notas em uma classificação própria de “visibilidade”, passamos a apresentar diretamente os dados observáveis da amostra.

Essa mudança é importante porque evita sugerir que uma quantidade predeterminada de avaliações corresponda automaticamente a uma determinada posição no Google Maps.

As metodologias de 2025 e 2026, portanto, não são equivalentes e não devem ser usadas para calcular crescimento percentual da especialidade.

Ainda assim, existe uma característica observável nas duas fotografias: a presença digital é bastante desigual. Alguns registros concentram grande quantidade de avaliações, enquanto muitos permanecem com números pequenos.

O que esses dados significam para um ortopedista

Avaliações devem ser analisadas além da nota

Com 63,4% dos registros avaliados apresentando nota 5,0, a nota máxima, sozinha, diferencia pouco uma parcela considerável da amostra.

Quantidade de avaliações, atualização do perfil, informações apresentadas e facilidade para o paciente continuar sua jornada precisam ser analisadas em conjunto. Isso não significa perseguir um número arbitrário de avaliações, mas compreender como a reputação pública participa da decisão do paciente.

O Perfil da Empresa precisa reduzir atrito

Um paciente que encontra um médico no Maps normalmente precisa dar outro passo: acessar o site, telefonar, solicitar uma rota, verificar informações ou procurar como agendar.

Dados incompletos ou caminhos pouco claros podem criar atrito nesse processo. Por isso, manter informações comerciais completas e atualizadas é uma prática recomendada pelo próprio Google.

O site precisa continuar a jornada iniciada no Google

O Google Maps responde rapidamente perguntas como onde o médico atende, como chegar e quais avaliações estão disponíveis.

O site pode assumir outra função: explicar áreas de atuação, apresentar o profissional, organizar informações sobre atendimento, responder dúvidas e oferecer caminhos de contato.

Por isso, Maps e site não precisam ser tratados como alternativas. Eles podem funcionar como etapas complementares da mesma jornada.

Google não deve ser analisado isoladamente

Uma estratégia de aquisição não deve depender apenas do Perfil da Empresa.

O paciente pode chegar por indicação, Google, Instagram, conteúdo, anúncios ou pela combinação de vários desses pontos de contato. Nosso artigo sobre indicação, Instagram ou Google mostra por que depender de um único canal aumenta a vulnerabilidade da aquisição.

Da mesma forma, mídia paga pode ser utilizada quando existe demanda e lógica econômica para isso. O ponto não é simplesmente ativar anúncios, mas entender por que Google Ads para médicos pode gerar cliques sem necessariamente transformar esses acessos em novos pacientes quando existem gargalos em outras etapas.

Como esta pesquisa foi realizada

A coleta utilizada neste artigo foi realizada em outubro de 2026 a partir de uma pesquisa no Google Maps pelo termo “ortopedista”, com referência geográfica em Belo Horizonte.

A listagem foi percorrida até o próprio Google indicar o final dos resultados disponíveis. A coleta bruta continha 124 ocorrências.

Foram retiradas da base analítica quatro ocorrências identificadas como patrocinadas, uma repetição exata de nome e endereço e 24 resultados que estavam fora do recorte de ortopedia humana ou cuja relação com a especialidade não pôde ser confirmada suficientemente a partir das informações exibidas.

Depois dessas exclusões, a base final utilizada no estudo ficou com 95 registros.

Foram analisados nome, categoria apresentada, nota, quantidade de avaliações, endereço, telefone, presença do botão Website e indicação de agendamento on-line quando disponível.

Como a coleta copiada não forneceu um identificador persistente de cada local, a consolidação das repetições foi feita com base nas informações disponíveis de nome e endereço. Esse método é menos preciso do que a utilização de um Place ID e constitui uma limitação da pesquisa.

A unidade analisada é o registro encontrado no Google Maps, e não necessariamente um médico único. Um mesmo profissional pode possuir registros diferentes associados a endereços distintos, e diferentes consultas ao Google podem produzir resultados diferentes.

A pesquisa também não mediu impressões, cliques, posição média, ligações, contatos, consultas, faturamento, quantidade de pacientes atendidos, qualidade clínica ou desempenho dos sites. Nenhuma dessas variáveis deve ser inferida a partir dos números apresentados.

Google Maps deve fazer parte de uma presença digital maior

Para um ortopedista, aparecer no Google Maps pode representar o início da jornada de um paciente, mas dificilmente é o único elemento considerado antes de uma consulta.

Depois de encontrar um perfil, o usuário pode pesquisar o nome do médico, visitar seu site, comparar avaliações, conferir áreas de atuação, procurar outras referências e só então decidir entrar em contato.

É por isso que uma estratégia de aquisição precisa conectar presença no Google, reputação, site, conteúdo, mídia e conversão, em vez de otimizar cada canal isoladamente.

Os dados desta pesquisa mostram principalmente uma característica do cenário analisado: estar presente no Google Maps é comum, mas existe uma forte desigualdade no volume de avaliações e na profundidade dos recursos apresentados pelos diferentes registros.

Quer entender como seu consultório aparece nessa jornada?

Se você é ortopedista ou gestor de uma clínica e quer entender onde estão os principais gargalos da sua presença digital, o Diagnóstico de Marketing Médico da JR Lamego analisa demanda, Google, site, aquisição e conversão antes de definir quais ações devem receber prioridade.

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