Uma pesquisa sobre dermatologistas em BH no Google Maps revela uma diferença expressiva no volume de avaliações dos perfis encontrados. Na coleta de 6 de outubro de 2026, a JR Lamego analisou 100 perfis de dermatologia humana, que somavam 6.786 avaliações. Apenas 12 concentravam 59,8% desse total, enquanto 47 tinham até 20 avaliações, incluindo nove sem nenhuma.
As notas eram altas: a média entre os 91 perfis avaliados chegou a 4,79 de 5. Para médicos e gestores de clínicas, esse cenário traz uma pergunta prática: como construir uma presença digital que ajude o paciente a entender o atendimento e entrar em contato quando muitos profissionais já exibem boas notas?
Os dados permitem examinar avaliações, concentração de endereços e informações disponíveis nos resultados. Eles também ajudam a separar o que pode ser observado no Google Maps daquilo que exige dados de visitas, contatos e agendamentos.
O que a pesquisa encontrou em outubro de 2026
A amostra reúne perfis de profissionais, clínicas e serviços de dermatologia encontrados na busca por “dermatologista” em Belo Horizonte.
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Perfis únicos analisados | 100 |
| Total de avaliações | 6.786 |
| Perfis com pelo menos uma avaliação | 91 |
| Nota média entre os perfis avaliados | 4,79 de 5 |
| Mediana de avaliações por perfil | 28 |
| Média de avaliações por perfil | 67,86 |
| Perfis com mais de 100 avaliações | 17 |
| Perfis com até 20 avaliações, incluindo zero | 47 |
| Participação dos 12 maiores volumes no total de avaliações | 59,8% |
A diferença entre média e mediana merece atenção. Embora a média seja de quase 68 avaliações por perfil, a mediana é de 28. Isso acontece porque alguns perfis acumulam volumes muito superiores aos demais e elevam a média.
Para um consultório que pretende comparar sua presença digital com essa amostra, a mediana oferece uma referência menos influenciada pelos maiores volumes. Ainda assim, ela não representa uma meta obrigatória nem um número suficiente para alcançar determinada posição no Google.
Quase metade dos perfis tem até 20 avaliações
A distribuição mostra quatro grupos com tamanhos bastante diferentes:
| Quantidade de avaliações | Perfis | Participação na amostra |
|---|---|---|
| Nenhuma avaliação | 9 | 9% |
| De 1 a 20 | 38 | 38% |
| De 21 a 100 | 36 | 36% |
| Mais de 100 | 17 | 17% |

Os 47 perfis com até 20 avaliações têm um histórico público menor nesse indicador. Isso, por si só, não demonstra baixa qualidade do atendimento, pouca procura ou agenda vazia. A coleta não informa há quanto tempo cada perfil existe, quantos pacientes atende ou qual parcela deles publica avaliações.
Para o gestor, o dado sugere uma verificação: existe uma forma simples e voluntária de o paciente compartilhar sua experiência? A equipe acompanha os comentários recebidos? Há informações recorrentes sobre atendimento, comunicação ou organização que merecem atenção?
Esse acompanhamento pode orientar melhorias na experiência do paciente e na gestão das avaliações no Google para médicos.
Notas altas são frequentes, mas precisam de contexto
Dos 91 perfis com avaliações, 56 apresentavam nota 5,0. Isso equivale a 61,5% dos perfis avaliados. Outros 14 tinham nota inferior a 4,5.
A frequência de notas máximas mostra por que olhar apenas para as estrelas oferece uma leitura incompleta. Uma nota 5,0 baseada em poucas avaliações e uma nota próxima disso sustentada por centenas de registros representam históricos diferentes.
Também é necessário distinguir nota de qualidade clínica. Avaliações públicas registram percepções de usuários e podem envolver recepção, comunicação, espera, instalações e outros aspectos da experiência. Esta pesquisa não avaliou competência médica ou resultados de tratamentos.
A nota média de 4,79 foi calculada dando o mesmo peso a cada perfil com nota disponível. Os nove perfis sem avaliações ficaram fora desse cálculo, em vez de receberem nota zero.
Doze perfis concentram quase 60% das avaliações
Os 12 perfis com mais avaliações somavam 4.059 registros, ou 59,8% das 6.786 avaliações da amostra. Os outros 88 reuniam os 40,2% restantes.

O maior volume individual era o da Clínica de Dermatologia Life Laser, com 1.874 avaliações, equivalente a 27,6% do total. O perfil de Rosana Rocon aparecia com 513 avaliações.
Esses números ilustram a concentração do histórico de avaliações. Não indicam participação no mercado, quantidade de pacientes ou faturamento.
A comparação também exige considerar o tipo de perfil. Uma clínica com vários profissionais pode reunir experiências de uma operação mais ampla do que um consultório individual. Usar o maior volume da amostra como meta para qualquer dermatologista desconsidera essas diferenças.
Uma comparação útil começa por profissionais ou clínicas com contexto semelhante: localização, estrutura, serviços e público atendido.
Raja Gabáglia aparece com frequência, mas a localização da busca importa
A Avenida Raja Gabáglia foi mencionada em 29 dos 100 perfis analisados. Em 27 deles, o endereço exibido incluía o número 2000. A Avenida do Contorno apareceu em dez perfis.
Essas contagens correspondem a perfis que mencionam os endereços. Não equivalem necessariamente a consultórios independentes ou profissionais diferentes. Há perfis de clínicas e médicos que podem compartilhar uma estrutura, e um dos registros menciona mais de um endereço.
Há ainda uma limitação importante: a pesquisa foi realizada em uma visualização do mapa centrada nas proximidades da Raja Gabáglia. Essa condição pode influenciar os estabelecimentos apresentados e impede interpretar os 29% como participação da avenida no conjunto de toda a dermatologia de Belo Horizonte.
A amostra retrata os resultados daquela busca, incluindo resultados do entorno metropolitano. Ela não constitui um levantamento exaustivo restrito aos limites municipais de BH.
Para avaliar a presença de um consultório em diferentes regiões, seria necessário repetir buscas em outros pontos e com termos relevantes para o atendimento. Uma única coleta não mostra como o perfil aparece para todos os pacientes da cidade.
Ter um link no perfil não significa ter um site próprio
Em 78 perfis, a coleta registrou um endereço no campo “Website”. Nos outros 22, esse campo estava vazio. O telefone apareceu em 90 perfis.
Entre os 78 links registrados, 15 apontavam para a Doctoralia, sete para o Instagram, um para o Facebook e um para o Linktree. Havia também um link de anúncio do Google cujo destino final não foi classificado.
Por isso, não seria correto afirmar que 78% da amostra possui site próprio. O campo reúne destinos diferentes, com funções distintas na jornada do paciente.
Os campos vazios também precisam ser interpretados com cuidado: a planilha registra o que foi exibido na listagem consultada. A ausência nessa coleta não comprova que o profissional não tenha telefone ou site em outros canais.
Para o consultório, vale conferir se o destino do link explica quem atende, onde fica o atendimento e como entrar em contato. Essa organização se conecta ao papel de um site próprio para médicos, especialmente quando é necessário apresentar informações que não cabem bem em um perfil de plataforma.
O que mudou em relação ao levantamento de 2025?
O artigo publicado em junho de 2025 apresentava uma amostra de 117 perfis. A análise de outubro de 2026 chegou a 100 perfis após os critérios de seleção e deduplicação descritos nesta pesquisa.
Alguns indicadores permitem uma comparação descritiva:
| Indicador | Junho de 2025 | Outubro de 2026 |
|---|---|---|
| Perfis analisados | 117 | 100 |
| Mediana de avaliações | 18 | 28 |
| Perfis com até 20 avaliações | 65 — 55,6% | 47 — 47% |
| Perfis com 21 a 100 avaliações | 40 — 34,2% | 36 — 36% |
| Perfis com mais de 100 avaliações | 12 — 10,3% | 17 — 17% |
Os valores de 2025 são os registrados no artigo original. As amostras não foram pareadas perfil a perfil nem tiveram equivalência de coleta demonstrada.

A amostra de 2026 apresenta mediana maior e uma proporção mais alta de perfis acima de 100 avaliações. Esse resultado descreve os dois conjuntos observados, mas não comprova que os mesmos profissionais evoluíram nessa proporção.
Da mesma forma, a diferença entre 117 e 100 perfis não representa uma redução do número de dermatologistas na cidade.
Como usar esses dados no marketing de um consultório dermatológico
A primeira aplicação é revisar as informações que o paciente encontra: nome, categoria, endereço, telefone, horário e destino do link. O objetivo é tornar o atendimento compreensível e facilitar o próximo passo de quem procura informações.
Segundo o Google, os resultados locais consideram principalmente relevância, distância e destaque ou popularidade. Avaliações participam desse contexto, junto de outros fatores. Portanto, sua quantidade isolada não explica toda a posição de um perfil. A referência está nas orientações oficiais sobre classificação local.
Outra medida é organizar o acompanhamento das avaliações reais. O pedido deve ser voluntário, sem descontos, brindes, pressão ou seleção apenas de pacientes satisfeitos. Essas práticas seguem as políticas de contribuições do Google Maps.
Também vale revisar a passagem entre descoberta e contato. Um paciente consegue encontrar as informações necessárias no site? O caminho até o atendimento é claro? A equipe registra a origem dos contatos e acompanha quais chegam ao agendamento?
Essas perguntas ajudam a conectar presença digital e operação. A análise dos canais de aquisição de pacientes precisa considerar o percurso completo, porque esta planilha não mede contatos, consultas ou retorno financeiro.
Como a pesquisa foi realizada
A coleta ocorreu em 6 de outubro de 2026, a partir de uma busca por “dermatologista” no Google Maps, na região de Belo Horizonte. A visualização utilizada estava centrada nas proximidades da Avenida Raja Gabáglia, condição que pode influenciar quais resultados foram exibidos e sua distribuição geográfica.
A aba “Dermatologia” da planilha continha 102 registros selecionados pela presença de “dermato” no nome ou na categoria. Para analisar dermatologia humana, foi retirado um serviço veterinário. Também foi consolidada uma repetição identificada pelo mesmo identificador do Google Maps, apesar das diferenças de apresentação entre as duas entradas. A base final ficou com 100 perfis únicos por identificador do Google Maps.
Perfis com identificadores diferentes foram preservados, mesmo quando poderiam representar o mesmo profissional, uma clínica e um de seus integrantes ou diferentes unidades de atendimento. Assim, a unidade de análise é o perfil exibido no Google Maps, e não o número de médicos.
As quantidades de avaliações incluem os perfis com zero avaliações. A nota média considera apenas os 91 perfis com nota disponível. A análise dos endereços utiliza o texto exibido nos resultados, com padronização de grafia para identificar ocorrências de determinadas avenidas.
Os resultados do Google Maps são dinâmicos e podem variar conforme localização da busca, momento da consulta e outros fatores. Por isso, esta pesquisa deve ser interpretada como uma amostra de conveniência dos resultados encontrados naquela coleta, e não como um censo de dermatologistas de Belo Horizonte, uma classificação de qualidade médica ou uma medição de posicionamento orgânico.
A pesquisa também não mediu alcance em redes sociais, tráfego de sites, contatos, agendamentos, número de pacientes ou desempenho comercial. As conclusões se restringem às informações públicas observadas nos perfis e resultados coletados.
Perguntas frequentes
Quantos dermatologistas de BH foram analisados?
Foram analisados 100 perfis únicos de dermatologia humana encontrados na busca por Belo Horizonte. O conjunto inclui profissionais, clínicas e serviços, além de resultados do entorno metropolitano. Não corresponde necessariamente a 100 médicos diferentes.
Quantas avaliações os perfis tinham?
A mediana foi de 28 avaliações e a média de 67,86. Dos 100 perfis, 47 tinham até 20 avaliações, incluindo nove sem nenhuma, e 17 tinham mais de 100.
Ter nota 5,0 garante aparecer primeiro no Google Maps?
Não. A posição depende de diferentes fatores, incluindo a relação do perfil com a busca e a distância de quem pesquisa. Na amostra, 56 perfis tinham nota 5,0, mas a pesquisa não mediu suas posições em buscas padronizadas.
Mais avaliações significam mais pacientes?
A pesquisa não permite estabelecer essa relação. Para verificá-la em um consultório, é necessário acompanhar dados de descoberta, contatos e agendamentos ao longo do tempo.
Os resultados de outubro de 2026 oferecem uma referência concreta para esse diagnóstico: notas elevadas são frequentes, o volume de avaliações é desigual e as informações disponíveis variam entre os perfis. Para cada consultório, a prioridade depende de como esses elementos se conectam à experiência de quem procura atendimento.